BAHIA: EX-ASSESSOR DE JONGA BACELAR É ACUSADO DE INTERMEDIAR KIT SUPERFATURADO
03/03/2021
Com a deflagração da quarta fase da Operação Falso Negativo, na manhã desta quarta-feira (3), o ex-assessor do deputado federal baiano Jonga Bacelar (PL), Fábio Gonçalves Campos, foi acusado de intermediar a compra de kits Covid superfaturados. A operação em investiga apura a compra desses kits pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal e cumpre agora 15 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em cidades da Bahia.
Nesta fase, os investigadores apuram o suposto favorecimento de uma empresa de um amigo do ex-secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo. Segundo o blog CB Poder, do Correio Braziliense, o tal amigo é Campos, que na época dos supostos crimes era secretário parlamentar de Jonga – ele foi exonerado um dia após a deflagração da segunda fase da operação, em agosto do ano passado, quando Araújo teve a prisão decretada.
Os investigadores apontam que Campos teria operado, de forma oculta, uma das empresas contratas pela secretaria na dispensa de licitação, a Matias Machado da Silva ME. Em meio à apuração, os promotores do Gaeco obtiveram conversas mantidas por Campos no WhatsApp, em que ele teria evidenciado que a empresa Matias Machado não poderia aparecer formalmente na contratação por não poder revelar sua relação com o então secretário.
O blog lembra que o contrato para fornecimento de 48 mil kits foi dividido entre a Matias Machado e outras três empresas, Belcher, Brasil Laudos e W.S. do Prado, cada uma sendo responsável por fornecer 12 mil testes. No entanto, o Gaeco encontrou indícios de que as propostas dessas empresas foram produzidas pela mesma pessoa. Por exemplo, a formatação dos documentos era idêntica, os textos eram semelhantes e os dados bancários de duas empresas eram os mesmos.
A investigação aponta que os testes foram comprados por até R$ 187 cada e são de qualidade duvidosa. Os agentes estimam que eles poderiam ter sido adquiridos por R$ 73. Com isso, o superfaturamento gerou um prejuízo de mais de R$ 5 milhões na aquisição dos itens para detecção dos anticorpos IgC e IgM.
Da Redação do Aghora News
(VIA: BN)