FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA: “DE RIVAIS A SÓCIOS: A SUPERLIGA QUE REDESENHA O MAPA DO PODER”
Em um movimento digno de campeonato de coalizões, União Brasil e PP oficializaram nesta terça-feira (19) a Federação União Progressista (UPb), uma espécie de fusão partidária que promete dominar o Congresso como se fosse a Série A da política brasileira. Com 109 deputados e 15 senadores, a UPb já entra em campo com 20% da Câmara e Senado — e sem precisar disputar segundo turno. A convenção inaugural foi marcada por reuniões separadas pela manhã e união simbólica à tarde, como quem casa, mas mantém contas bancárias distintas.
A federação também ostenta números de dar inveja a qualquer IBGE: mais de 12 mil vereadores, 1.335 prefeitos e seis governadores, incluindo o presidenciável Ronaldo Caiado, que já ensaia sua campanha com o slogan “União Progressista: nem tão união, nem tão progressista”.
A gestão da federação será compartilhada entre Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), numa espécie de guarda compartilhada de interesses, ministérios e ambições. Apesar do tom oposicionista, os partidos decidiram não sair do governo Lula… ainda. Afinal, quem abandona o buffet antes da sobremesa? Nos bastidores, enquanto Rueda finge neutralidade diplomática, Ciro pressiona para que André Fufuca (Esporte) largue o cargo — talvez para abrir espaço para um técnico mais alinhado com a nova formação tática da federação. E como todo bom time que busca reforços, a UPb já flerta com o PL, numa conversa reservada com Valdemar Costa Neto que mais parece negociação de transferência.
Se a política fosse futebol, a UPb seria aquele clube que joga em todos os campeonatos, tem torcida organizada em cada município e ainda negocia com os rivais no intervalo. Resta saber se essa superliga vai marcar golaços ou acumular cartões vermelhos até 2026.
Foto:Reprodução.