SEGUNDO EDUARDO LEITE, LEGADO DE BOLSONARO FOI RESSUSCITAR LULA
Durante palestra na Associação Comercial de São Paulo nesta segunda-feira (9), o governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Leite (PSD), fez críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Leite, “o legado de Bolsonaro foi trazer Lula, que estava politicamente inviabilizado, de volta”. Ele acrescentou que, caso Lula insista em uma agenda de divisão, “talvez o legado dele seja trazer o outro lado do grupo político de volta”, em referência ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. O governador gaúcho também destacou que os levantamentos eleitorais devem ser analisados menos pela intenção de votos e mais pelo “sentimento” do eleitor. “É natural que eles tenham hoje liderança. Os eleitores não conhecem o cardápio público que vai ser colocado a eles no processo eleitoral”, afirmou.
Leite defendeu ainda a possibilidade de diálogo com uma esquerda não lulista e uma direita não bolsonarista, ressaltando que as pautas atuais giram em torno de causas e bandeiras específicas, como diversidade, inclusão, segurança pública e empreendedorismo. Entre suas propostas, citou a exigência de idade mínima de 60 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal e alertou que políticas sociais só se sustentam com crescimento econômico.
Ratinho Júnior (Paraná) criticou a polarização e disse:
- “Mais do que discutir ideologia, eu discuto valores. Eu sou a favor da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão, da liberdade econômica, da propriedade privada e da família.” Ele defendeu a industrialização do agronegócio e afirmou que o Brasil ainda atua como mero exportador de commodities. “No Brasil, hoje, nós fazemos um extrativismo agrícola. Mas nós temos oportunidades de transformar o País num grande supermercado do mundo”, completou.
- Ronaldo Caiado (Goiás) reforçou a defesa do presidencialismo: “Já houve duas consultas sobre o semipresidencialismo, e por duas oportunidades o brasileiro colocou que quer manter o presidencialismo.” O goiano também criticou Lula, afirmando que o petista tenta atribuir ao preço do petróleo a responsabilidade pelo aumento da dívida pública. “Não cabe ao governo usar ali o seu poder discricionário para aplicar. Quem apresentou o plano de governo foi o presidente da República”, diss