BAHIA VIVE RETOMADA NA PRODUÇÃO DE CAFÉ EM 2025 E EXPANDE EXPORTAÇÕES

Em 2025, a cafeicultura baiana vive um ciclo de expansão que marca a retomada da força do setor no estado. A safra está estimada entre 3,4 e 3,68 milhões de sacas beneficiadas, crescimento de até 20% em relação a 2024, o maior volume desde 2017. O café conilon desponta como protagonista, com produção entre 2,25 e 2,5 milhões de sacas, resultado de investimentos em irrigação e renovação de lavouras. Já o arábica, embora em menor escala, mantém relevância em nichos de qualidade, alcançando 1,16 milhões de sacas e produtividade superior à do ciclo anterior.

No mercado interno, a Bahia reafirma sua posição como principal produtora de café do Nordeste e disputa com Rondônia a quarta colocação nacional. O estado é também o segundo maior produtor de conilon do Brasil, atrás apenas do Espírito Santo, consolidando sua importância estratégica para a cafeicultura nacional.

No cenário internacional, as exportações ganham fôlego com a redução das tarifas de importação pelos Estados Unidos, de 50% para 40%, e com projetos voltados para cafés especiais, como os da Ruiz Coffees e Grupo Santos & Dias. Esses investimentos ampliam a competitividade baiana e fortalecem a presença do estado em mercados externos, valorizando cafés diferenciados e de maior qualidade.

Assim, a Bahia vive em 2025 um momento de retomada e expansão, em que o conilon garante volume e competitividade, enquanto o arábica sustenta a imagem de qualidade. A combinação entre crescimento produtivo, inclusão social e maior inserção internacional projeta o café baiano como um dos pilares da economia agrícola do país.

Foto: Lucas Magalhães/EPTV e Foto: Divulgação | Fazenda Aranquan.

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