CATU NA PRESSÃO: JUSTIÇA MANDA LAVAR A CONSCIÊNCIA COM MAIS ESGOTO
A Justiça da Bahia reafirmou, nesta quinta-feira (16), a obrigatoriedade de que o Município de Catu-Bahia e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) apresentem, até o início de novembro, um plano de ação detalhado para ampliar a cobertura de esgotamento sanitário na cidade. A medida atende a um pedido liminar do Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do promotor Samory Pereiro, diante da persistente omissão do poder público no cumprimento das metas legais de saneamento.
A decisão exige que o plano contenha metas claras, cronograma de execução e previsão orçamentária, além da imediata realização de estudos técnicos. O não cumprimento poderá acarretar sanções legais aos gestores responsáveis.
Atualmente, apenas 0,48% da população de Catu tem acesso adequado ao esgotamento sanitário, contrastando com a ampla cobertura de abastecimento de água (99,79%). Com cerca de 48 mil habitantes, o município enfrenta um dos maiores desafios de infraestrutura urbana. O MPBA reforça que o saneamento básico é um direito essencial e que sua ausência compromete diretamente a saúde pública. A expectativa é que a intervenção judicial acelere a implementação de soluções efetivas e duradouras.
Foto: Divulgação